sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

durma em paz

Se é real, não sei.
Pode estar em mim, pode não estar em lugar nenhum. Pode nem existir.
Preciso dizer a mim mesma que é.. e se não é, porque tanto me incomoda?
Fato que não sei, fato que nunca sei.
Enquanto mendigo sorrisos, o café me mantém acordada toda uma madrugada. Um livro, uma música. Um violão. Papel, caneta. Palavras. Lembranças.
O silêncio da cidade a dormir me traz calma, estou calma. Luzes apagadas por todos os lados, também apago a minha (ou já está apagada?); tudo foi embora neste momento, todos os pensamentos..

sábado, 11 de dezembro de 2010

Acorde-me

Depois de tanto movimento, o mundo pára.
Parece estranho no início...

Solidão grita meu nome aqui.
Um silêncio, uma calma tão desejada...
tão diferente, tão familiar, tão difícil.

Mais difícil ainda abrir os olhos pr'aquilo que eu não queria ver.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Agnóstico'

Fazer da solidão, companhia
E do tempo, alento
A angústia, consolo.

O fracasso,
Impulso.

Silêncio, dois segundos de fúria;
conformidade.

(postado originalmente no dia 27/03/10)

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

contradição

Posso compreender, embora não saiba aceitar. Se tudo foge ao meu controle, se não cabe a mim decidir ou entender, se não é possível prever ou consertar um erro... Talvez eu não tenha mesmo que aceitar.
Mas, às vezes, penso que também não sou capaz de compreender. Reflito, tento enxergar em mim mesma um erro. Está em mim? Pensar demais sobre tais coisas leva minha auto-estima ao fundo do poço. Prefiro esquecer, apenas por um momento de tranquilidade.
Estou sóbria, olho ao redor e vejo que, pra todo desacerto, há um passo a ser dado em reparo. Mas não quero ser assim tão otimista - perdi meu talento. Fingir que está tudo bem ou tornar tudo ainda pior?

Só espero.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Broken

O que sinto é tão intenso que não sei nomear. Não sei tirar da cabeça, não sei ao menos como fazer isso. É tudo tão novo e, ao mesmo tempo, tão familiar, que é difícil não estranhar essa sensação gélida no estômago que sinto a cada vez que me lembro.

Ainda acho que tudo o que fiz foi errado.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Never opened myself this way


Ultimamente meus textos têm se tornado menos indecifráveis. Acho que isso é bom, não sei. Não pelo sentido óbvio, mas pelo que representa - acho que amadureci meu modo de encarar as coisas, e consigo mostrar mais o que sinto.
Até quando isso é realmente bom, eu de fato não sei. O que sei é que nessa de mudar meu jeito de ver o que acontece comigo, entendi que sou feliz. Me sinto quase completa na maior parte das vezes, mas percebi que não sei ser feliz sozinha. Isso ainda dói, e ainda vai doer.
Falta um pedaço em mim, e eu sei como preenchê-lo.

domingo, 10 de outubro de 2010

Couldn't be much more from the heart


Algo que sempre temi é repetir um erro do passado. Ainda mais quando esse erro já foi repetido alguma outra vez na minha vida. Porém, apesar de todas as minhas tentativas de dizer pra mim mesma que esse incômodo que me invadiu nos últimos dias é só mais uma vez aquele triste engano de sempre, parece que agora querem me convencer de que o meu medo de errar é que está me enganando. Dessa vez é verdade. Será?
Mas e se acontecer tudo de novo? E se eu machucar alguém de novo pela minha incapacidade de saber o que se passa no meu coração? E se eu te machucar?
Às vezes acho que minha cabeça passa tempo demais pensando, por isso é que não consigo nem saber o que sinto de fato. Mas dessa vez tô disposta a arriscar. Eu quero arriscar.

Espero.

"All these words I don't just say, nothing else matters"