quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Broken

O que sinto é tão intenso que não sei nomear. Não sei tirar da cabeça, não sei ao menos como fazer isso. É tudo tão novo e, ao mesmo tempo, tão familiar, que é difícil não estranhar essa sensação gélida no estômago que sinto a cada vez que me lembro.

Ainda acho que tudo o que fiz foi errado.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Never opened myself this way


Ultimamente meus textos têm se tornado menos indecifráveis. Acho que isso é bom, não sei. Não pelo sentido óbvio, mas pelo que representa - acho que amadureci meu modo de encarar as coisas, e consigo mostrar mais o que sinto.
Até quando isso é realmente bom, eu de fato não sei. O que sei é que nessa de mudar meu jeito de ver o que acontece comigo, entendi que sou feliz. Me sinto quase completa na maior parte das vezes, mas percebi que não sei ser feliz sozinha. Isso ainda dói, e ainda vai doer.
Falta um pedaço em mim, e eu sei como preenchê-lo.

domingo, 10 de outubro de 2010

Couldn't be much more from the heart


Algo que sempre temi é repetir um erro do passado. Ainda mais quando esse erro já foi repetido alguma outra vez na minha vida. Porém, apesar de todas as minhas tentativas de dizer pra mim mesma que esse incômodo que me invadiu nos últimos dias é só mais uma vez aquele triste engano de sempre, parece que agora querem me convencer de que o meu medo de errar é que está me enganando. Dessa vez é verdade. Será?
Mas e se acontecer tudo de novo? E se eu machucar alguém de novo pela minha incapacidade de saber o que se passa no meu coração? E se eu te machucar?
Às vezes acho que minha cabeça passa tempo demais pensando, por isso é que não consigo nem saber o que sinto de fato. Mas dessa vez tô disposta a arriscar. Eu quero arriscar.

Espero.

"All these words I don't just say, nothing else matters"

sábado, 9 de outubro de 2010

tocou pra mim no player


Lay beside me
Tell me what they've done
Speak the words I wanna hear
To make my demons run
The door is locked now
But it's opened if you're true
If you can understand the me
Then I can understand the you

Lay beside me
Under wicked skies
Black of day
Dark of night
We share this paralyze
The door cracks open
But there's no sun shining through
Black heart scarring darker still
But there's no sun shining through
No, there's no sun shining through
No, there's no sun shining...

What I've felt
What I've known
Turn the pages
Turn the stone
Behind the door
Should I open it for you?

Yeah!
What I've felt
What I've known
Sick and tired
I stand alone
Could you be there
'Cause I'm the one who waits for you
Or are you unforgiven too?

domingo, 12 de setembro de 2010

I'm on the right road now

Ah, como é bom olhar pra trás e ver que tudo valeu a pena. Sei que é clichê dizer isso, mas vencer pelo próprio esforço, por mais penoso que seja, é realmente a sensação mais gratificante que já senti. E vejo isso cada dia mais nitidamente.
Novos obstáculos surgem a todo momento, mas ser capaz de ir em frente ainda assim e enfrentar cara-a-cara as dificuldades e o medo é o que nos torna maduros o bastante pra merecê-los. Digo, mais uma vez citando um clichê, "não nos é dado mais do que podemos suportar": só passamos pelo que precisamos passar, por motivos que desconhecemos mas que, verdadeiramente, não importam tanto assim.
Outro dia uma amiga me disse "estamos exatamente onde queríamos, não onde sonhávamos"; isso me vem à cabeça todos os dias. A cada minuto penso em como mudamos nossos planos - algumas vezes somos forçados a isso - sem que percebamos realmente como acontece. Em um dia imaginamo-nos de um jeito, em outro a frente nos olhamos no espelho e vemos o quão distantes estamos dos nossos antigos sonhos. É estranho e dói um pouco. Mas, olhando com outros olhos, aqueles de alguém que quis muito chegar onde está, vejo que podia estar em outro lugar, em outro ritmo, fazendo tudo diferente, mas estou aqui. E acho, sinceramente, que dobrando as esquinas dessa coisa estranha que virou o destino, posso ser (e estou) feliz assim mesmo.

Não sei por que, mas de algum modo sinto que estou no caminho certo.
=)

sábado, 11 de setembro de 2010

why you had to hide away for so long?


Mr. Blue Sky

Sun is shinin' in the sky
There ain't
A cloud in sight
It's stopped rainin'
Ev'rybody's in a play
And don't you know
It's a beautiful new day
Hey, hey, hey

Runnin' down the avenue
See how the sun shines
Brightly in the city
On the streets
Where once was pity
Mister blue sky
Is living here today
Hey, hey, hey

Mister blue sky
Please tell us why
You had to hide away
For so long
Where did we go wrong? (2x)
Hey, you
With the pretty face
Welcome
To the human race
A celebration
Mister blue sky's up
There waitin'
And today is the day
We've waited for
Ho, ho, ho

Mister blue sky
Please tell us why
You had to hide away
For so long
Where did we go wrong?

Hey there mister blue
We're so pleased
To be with you
Look around
See what you do
Everybody
Smiles at you (2x)

Mister blue sky
Mister blue sky
Mister blue sky

Mister blue
You did it right
But soon comes
Mister night
Creepin' over
Now his hand
Is on your shoulder
Never mind
I'll remember you this
I'll remember you this

Mister blue sky
Please tell us why
You had to hide away
For so long
Where did we go wrong? (2x)

Hey there mister blue
We're so pleased
To be with you
Look around
See what you do
Ev'rybody smiles at you

terça-feira, 27 de julho de 2010

perdão.

Seus olhos entreabertos choravam de tanto combater o sono. Era já a terceira noite em que não conseguia tirar tudo o que vinha acontecendo nos últimos tempos da cabeça e descansar; como simplesmente fechar sua mente e esquecer tudo aquilo?
Todas as vezes em que havia tentado manter-se indiferente, silenciar quando algo gritava dentro dela, tudo o que havia mudado e agora estava igual novamente... visões e lembranças voltavam como flashes a todo o tempo.
Impossível apagar o que já foi, e impossível prometer que não ia acontecer tudo novamente. Tinha consciência de que estava sempre errava, culpava-se, mas não sabia ser diferente. Era o seu modo. Era ela.
Quando já não conseguia mais manter-se desperta, lutando contra todos aqueles pensamentos, uma desconsolada calma a invadia, inexplicada.

No outro dia, deixou apenas um bilhete:
"Vai ficar tudo bem. É sempre assim. Se não for aqui, agora, será lá, depois. Estou mesmo indo embora".